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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Marcos 2,13-17: Um novo começo
Jesus saiu de novo para a beira-mar. Toda a multidão ia ao seu encontro, e Ele ensinava-os. Ao passar, viu Levi, filho de Alfeu, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» E, levantando-se, ele seguiu Jesus. Depois, quando se encontrava à mesa em casa dele, muitos cobradores de impostos e pecadores também se puseram à mesma mesa com Jesus e os seus discípulos, pois eram muitos os que o seguiam. Mas os doutores da Lei do partido dos fariseus, vendo-o comer com pecadores e cobradores de impostos, disseram aos discípulos: «Porque é que Ele come com cobradores de impostos e pecadores?» Jesus ouviu isto e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores. (Marcos 2,13-17)
Onde quer que vá, Jesus inverte as normas e as expectativas, trazendo uma frescura e a possibilidade de novos começos. O chamamento de Levi é um exemplo disso.
Primeiro Jesus ensina uma multidão de pessoas e não parece ser muito diferente de outros rabinos. Depois repara em Levi, um cobrador de impostos sentado no seu posto de cobrança. No tempo do Novo Testamento, os cobradores de impostos estavam excluídos da sociedade das pessoas honestas, por causa da sua desonestidade e da sua colaboração com os ocupantes romanos. Tal como as prostitutas, tinham sacrificado algo da sua integridade humana. Mas Jesus não vê em Levi somente um membro de uma profissão desonrosa: vê um ser humano, com os seus dons e as suas potencialidades, os seus erros e as suas feridas. A esse homem ele faz um chamamento: de modo simples, claro e incrível. E, também de modo simples, Levi responde. É talvez a única coisa que pode fazer. Trata-se de um novo começo.
O ambiente torna-se, então, mais informal e descontraído: é-nos mostrado Jesus à mesa com Levi e os seus colaboradores. Ao partilhar uma refeição com tais pessoas, Jesus não se incomoda minimamente com a sua própria reputação. Ao identificar-se com eles declara que, para ele, não há seres de segunda classe: há simplesmente seres humanos. Isso não quer dizer que o modo de vida dos cobradores de impostos seja bom, muito menos o sistema social ou os motivos que os forçaram a escolher tal vida. São como enfermos que precisam de médico. Mas, ao contrário dos Fariseus, justos e bem instruídos, Jesus olha para estes homens para além dos seus problemas: ao aceitá-los tão simplesmente ele renova a sua humanidade, e uma transformação torna-se possível.
O chamamento de Jesus, que ultrapassa todas as expectativas normais e que exige uma resposta, é um forte desafio. Mas é, também, profundamente humilde: Jesus não procura prestígio a partir da qualidade dos seus discípulos ou dos seus amigos. Preocupa-se totalmente com os outros, não consigo próprio: é a atitude de Deus para connosco.
Será que às vezes, por causa dos meus defeitos, não me sinto à altura dos outros? O que me permitiu descobrir que, apesar disso, Cristo me chama como sou, sem estabelecer condições prévias?
Como poderei eu, ou como poderá a minha comunidade, ajudar os outros a sentirem que são chamados e amados muito simplesmente por serem seres humanos?
fonte: taize.fr
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Para meditar
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Enganoso é o coração
Há alguns anos foi exposto em Londres um quadro que causou sensação. Visto de longe, o quadro mostrava um monge numa profunda e piedosa meditação; mas, contemplado de perto, descobria-se que o monge estava ocupado em espremer um limão dentro de um copo.
Esse quadro é uma ilustração perfeita do coração humano: visto de longe parece bom, nobre, honesto, altruísta e justo, porém, contemplado de perto, está cheio de pecado e veneno. Esta é a condição do coração do homem não regenerado pelo Espírito Santo.
Certo dia, um rabino perguntou aos seus discípulos qual seria melhor de se trilhar o caminho reto. Um dos discípulos disse: - Adquirindo bom senso. Um outro ajuntou: - Sendo prudente. O terceiro acrescentou: - Sendo sábio. O quarto disse: - Segundo o meu modo de ver, o melhor de tudo seria ter um bom coração!
-É o certo - respondeu o rabino - reunistes na tua resposta tudo quanto os outros têm dito. Aquele que tem um bom coração, é certo de que também possui bom senso, é prudente e também é sábio. Por isso, cada um devia exercitar seu coração na bondade, na lealdade e na mansidão, e assim estaria livre de muitos sofrimentos.
Eis aí porque orar como o salmista: "Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto" (Sl 51.10).
fonte: familiaegraca.com.br
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